Quíron, pequeno astro entre os mais astros,

planetoide do Sistema Solar, roda ciclicamente à volta do Sol, entre a órbita de Saturno e a órbita de Urano, mais longínqua. Girando entre essas duas grandes forças, Quíron é o ponto médio do que Saturno/Urano exprimem na sua inter-relação. (Maria Flávia de Monsaraz)

Saturno é o Passado, a experiência do Tempo, o Saber do já vivido, isso de onde se vem. Com Saturno algo sempre se acaba. Fecha o ciclo da matéria.

Urano é o Futuro, o não sabido, isso para onde se vai. Força imaterial evolutiva, motor de toda a expansão. Por ele se abrem portas, se destrói o Passado, se intuem novas dimensões.

Quíron simboliza a frequência intermediária entre estes dois registos de vibração. Do físico ao metafísico, do conhecido ao que ainda não se conhece.

Entre a memória do Passado e o apelo do Futuro, Quíron é o Eterno Presente. Simboliza a perfeita relação da Alma intemporal, com Cronos, o tempo dos relógios. Por isso Quíron também se identifica com o Tempo síncrono, com as coincidências significativas.

Síntese do Tempo e do não-Tempo, Quíron interioriza o que é exterior, exterioriza a inferioridade. Do que já passou, ao que ainda virá, materializa o imaterial. Apreende a imaterialidade contida na densidade das coisas.

Quando Saturno, a experiência do Tempo na matéria, e Urano, a alta-frequência da Mente Divina, se fundem na Luz da Consciência, Quíron afirma a Magia do mundo. Atravessa o espelho de “Alíce no País das Maravilhas”...

Quíron é a realidade material com tudo o que contém de poder oculto. Inversamente, é a dimensão oculta materializada.

Quíron só vibra quando a dádiva acontece, e o amor incondicional se torna presente. Quíron é sobre a Terra, a evidência do Espírito, o perfeito canal entre dois mundos, a Via - da Unificação.

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