Peixes

PEIXES é a última água do Zodíaco, o grande Oceano dos Sentimentos.
Uma vez que a Água, no plano psíquico, é o Mundo do Sentir, os Peixes vibram na contradição de todos os Sentimentos possíveis.
Dois são os Peixes, presos por algo que provoca uma tensão. Um Peixe nada para Sul, para o Passado, para o sentir instintivo, irracional e nocturno do Homem. Sente a carência da Lua, que activa sentimentos dolorosos de separação, o que o faz nadar para o desejo obsessivo de Escorpião.
Outro Peixe nada para Norte, para o Futuro. Para o apelo de Absoluto, para a dádiva total do Ser, o Amor Maior.
Este Peixe é sensível ao chamamento da Transcendência.
A dolorosa ambiguidade dos Peixes é a permanente tensão desta dualidade psíquica e sentimental, onde a memória instintiva da Terra e o apelo Libertador do Céu, se confundem.
Numa primeira fase, os Peixes confundem as Águas... Sempre chamam Amor ao desejo, expansão à luta pela afirmação de Poder.
Ao longo desta Era Pisciana que acaba, sempre através da História, os Homens chamaram Ideais a motivações egocêntricas de separação.
O ponto máximo deste equívoco sentimental foi na Idade Média, onde, em nome do Amor de Cristo, se viveram Guerras Santas, crimes imperdoáveis, como a Inquisição.
Escreveu um cronista da Batalha de Ourique: “E com muitos choros e rezas nos fomos a eles e os trespassámos a fio de espada”. Este texto exemplar exprime ao limite na dualidade Pisciana, o equívoco das Águas, a confusão emocional entre a Terra e o Céu.
Assim como em Gêmeos a dualidade Mental é denunciada, quando um Gêmeos aceita morrer para que o outro nasça, no Signo de Peixes, um Peixe deve morrer para que o outro se ilumine. Quando a personalidade aceita finalmente render-se à Vida da Alma. Quando aceita interiorizar-se, calar as vozes ilusórias do Mundo exterior, e encontrar em Si, no íntimo silêncio do seu templo interno, a essência da vida.
Um sentimento de Paz profunda sempre chama esses que nascem com o Sol em Peixes. Única saída possível da sua tensão emocional. Pacificar sentimentos contraditórios é uma experiência a que se pode chamar conversão interior. Implica entrega, abandono. É o fim de uma luta existencial, entre as Trevas e a Luz...
Quando não sintonizados com a sua dimensão Maior, os Peixes podem vibrar no Caos dos sentimentos, na confusão, no equívoco, na mitificação desorientada, na alienação, na loucura...
A sua profunda sensibilidade fá-los sentir em excesso a dor do Mundo, que por vezes não conseguem suportar. Daí a sua tendência à evasão. Refugiam-se nas suas Águas profundas para não enfrentar a pressão do quotidiano. Na sua fuga à realidade, procuram estímulos artificiais...
Toda a droga é um falso apelo Neptuneano, um apelo de dissolução. Dissolução no vazio, sem pagar o preço que deve ser pago: a dolorosa aprendizagem do Amor.
Pacificados, os Peixes apreendem o invisível do visível, lado oculto da Vida.
Profetas, Místicos, Visionários, intuem além da aparência, novas e surpreendentes dimensões.

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