Quiron em Peixes

Peixes traz o anseio emocional pelo retorno à Unidade, possível apenas através da transcendência daquilo que é individual em nós. Quiron aqui vai deixar bem claro que somos um barquinho sem motor em meio às tempestades de um oceano imprevisível. Não vai adiantar agarrar-se ao barquinho e se manter separado do todo, nem tão pouco se atirar ao mar e desistir da viagem. Aqui temos a ferida de Quiron, que não consegue se curar nem morrer. A dor só se alivia através do sacrifício da vontade pessoal, de modo a penetrar nesse oceano para compreendê-lo e não mais combatê-lo. Assim, tempestades externas podem ser reconhecidas internamente, e então acalmadas. Com isso, aprende-se a reconhecer e aproveitar os ventos favoráveis, a ter paciência nas calmarias, a ir mais fundo nas tempestades, acompanhando as tramas da vida com todo o seu caos e sofrimento. Se pode, então, deixar de ser a vítima da vida para ser co-criadora dela, pois podemos aceitar seus mistérios. Como disse o mestre pisciano, Jesus Cristo, quando a tempestade amedrontou seus discípulos, “porque esse medo, gente de pouca fé?” É só levantar-se, dar ordens aos ventos e ao mar para produzir a calmaria. A fração que somos carrega em si uma imagem preciosa do Todo, e a ilusão da separação tem que ser vivida sem se esquecer disso.

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